Meu irmão Cici Santana, pessoa de grande amizade no município Sericita e na redondeza, com algumas centenas de afilhados, recebe diariamente várias visitas em sua casa.
Os amigos e compadres chegam de manhã na cidade vindos da roça e vão diretamente para o comércio dele.
Alí, além das compras que fazem no comércio de meu irmão, rolam longos bate papos.
Meu irmão e minha cunhada são de uma hospitalidade reconhecida por todos. A casa vive cheia e ninguém sai dalí sem antes tomar um café reforçado, e se tiver na hora, o almoço.
Certa vez, isto já faz uns quinze anos, o comércio cheio e deu a hora do almoço. Como de costume e no palavreado que usa, foi saindo por dentro do comércio rumo à cozinha e convidou "vem prá cá, vamos pegar o feijão".
Já com fome, já que levantaram cedo, conforme costume da roça, pensaram: "é, vamos pegar o rango", assim cerca de 15 a 20 pessoas sairam em fila atrás do meu irmão. Preocupado com o número elevado de pessoas que o acompanhavam, e sabendo que minha cunhada neste dia não estava preparada para receber aquela quantidade de visitas para o almoço pensou consigo: "tenho que arranjar uma saída, o almoço não vai dá prá tanta gente", foi aí que ao passar pelos depósitos do comércio, viu grande quantidade de sacas de feijão, e foi aí que pensou: "achei a saída" e foi logo dizendo para os amigos e compadres: "olha gente o feijão que eu quero que ocêis pega é aquela sacaria alí: (umas 200 sacas), apontando com o dedo, transportar dalí para aquele depósito do lado de lá da rua, mas não precisa correr"). Seus amigos atenderam de pronto a recomendação, pois um pedido de meu irmão era uma ordem para eles. Deixou os amigos transportando o feijão e foi almoçar com tranquilidade.
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